segunda-feira, 4 de julho de 2011

CHAMADA PARA PUBLICAÇÕES


A revista Em Tese é uma publicação eletrônica semestral organizada pelos discentes do curso de Pós Graduação em Sociologia Política da UFSC. A Em Tese é destinada à publicação de produções inéditas – artigos, entrevistas e resenhas – de pós-graduandos nas áreas de Sociologia, Ciência Política e áreas afins.

O Comitê Editorial da Revista Eletrônica Em Tese torna público que até 15 de Agosto de 2011 receberá trabalhos relacionados aos seus 7 eixos temáticos, nas modalidades "artigos", "resenhas" e "entrevistas". Serão aceitos apenas trabalhos inéditos, em língua portuguesa ou espanhola.

Mais detalhes acerca do processo de submissão e linha editorial podem ser obtidos na página da revista: www.emtese.ufsc.br.

Atualmente a Revista Em Tese está avaliada como B5 interdisciplinar e sociologia no Qualis/Capes.

Os Editores

sexta-feira, 1 de julho de 2011

HEGEMONIA EM DECLÍNIO E SUBVERSIVISMO NO GOVERNO DA FPA

por Israel Souza*

As urnas nos deram “um recadinho”, disse Jorge Viana recentemente, num comentário sobre o resultado das últimas eleições. A nosso vê, porém, as urnas mostraram algo mais sério: o declínio da hegemonia do Governo da Frente Popular do Acre (FPA).
Como se sabe, a FPA chega ao poder estatal quando, por força do acirramento dos conflitos sociais, os representantes políticos das oligarquias já não podiam assegurar a manutenção de seus interesses. Os “conturbados” governos de Edmundo Pinto (1991-1992), Romildo Magalhães (1992-1994) e Orleir Camely (1995-1998) davam claros sinais disso.
À testa das forças progressistas que foram gestadas durante os “anos de chumbo”, eleição após eleição, o PT foi crescendo e se consolidando como um grande partido. Bem articulado no âmbito da “sociedade civil” (grêmios estudantis, associação de moradores, sindicatos, ONGs, CEBs etc.), chegou, enfim, ao governo estadual liderando a FPA. Dessa forma, ele pôde aliar a influência que exercia sobre a “sociedade civil” com o poder estatal recém-conquistado. Contudo, contrariando a esperança daqueles anos, ele opta por fazer o que as antigas forças políticas, sozinhas, não podiam fazer. Garantiu a manutenção dos interesses das oligarquias - e de capitais estrangeiros - em condições favoráveis.  
Fundamental foi a influência sobre a “sociedade civil”. Dela, o governo estimulou e cooptou vários setores. Os recalcitrantes foram isolados ou submetidos a um contínuo e ostensivo patrulhamento. Durante alguns anos, as forças governistas foram relativamente bem-sucedidas nesta empresa. É bem verdade que nunca suplantaram as resistências, nem poderiam, mas também nunca passaram susto ou aperto. Nesse sentido, o atual quadro político traz algumas novidades.     
Em dias recentes, vimos o paralelismo de protestos e reivindicações na saúde, na segurança e na educação, áreas vitais das políticas de governo e que envolvem amplos segmentos do funcionalismo público. Tais mobilizações se somam a outras, como a dos movimentos do interior do estado. Estes envolvem a luta dos índios (não-apadrinhados do governo) pela demarcação de suas terras e por saúde; a luta de seringueiros e campesinos pelo apoio à produção e pela suspensão dos famigerados projetos de manejo.
Por certo, essas manifestações não são de hoje. Todavia, elas estão se tornando cada vez mais comuns e intensas. Ousamos afirmar que estamos em face de ensaios de outra “cultura política” em nosso estado. Mobilizações e protestos não apenas sem o PT, mas contra o PT. Ou, mais precisamente, contra os interesses e projetos que hoje ele encarna no governo.  
É prematuro dizer se isso vai vingar e em que direção vai seguir. Afinal, trata-se de um rico e diverso conjunto de movimentos cuja “radicalidade” ou “moderação” varia caso a caso. Movimentos fragmentados, pouco articulados e sem coloração ideológica precisa. Daí a opção por chamá-lo “subversivismo”, expressão colhida em Gramsci e usada a nosso modo. Importa destacar, no entanto, que ele emerge na cena histórica com certa força, expressando e se alimentando do declínio da hegemonia da FPA. Coisas de antropofagia política. A força de uns se alimenta da fraqueza de outros.
O surgimento de canais de comunicação alternativos (sobretudo, blogs) faz parte e dá sustentação e visibilidade a esse subversivismo. Embora simples, são meios com significativa influência na sociedade. Chegam mesmo a pautar os meios de comunicação convencionais, apesar do autoritarismo governamental e do servilismo da imprensa.
A força de que hoje gozam esses meios é outra expressão daquele declínio. As pessoas que deles se servem são, em geral, formadoras de opinião. Procuram neles as notícias que a imprensa convencional não divulga. Buscam espaços para emitir opiniões e fazer denúncias.
“Uma mentira dita muitas vezes se transforma em verdade”? Sim. Mas somente onde e quando a realidade não grita, a plenos pulmões, coisa em contrário. Por isso o descrédito dos meios de comunicação convencionais no estado e, conseguintemente, a justificação cada vez mais limitada que podem dar ao governo. A quem ainda convencem as pesquisas que o governo divulga de si mesmo? Bem sabem da realidade aqueles que usam transporte coletivo, que recorrem à saúde pública, que precisam de segurança etc.     
Isso não seria supervalorizar o cenário atual? Não. O que estamos fazendo é apontar para o que subjaz a ele. Um exemplo para ilustrar.
Dê o governo um aumento salarial aos militares. Não precisa ser os 117% de reposição que eles reclamam. Que seja algo modesto, desde que eles o entendam como uma vitória substantiva. Feito isso, e os militares voltam às ruas, para vigiar os movimentos com que se aliançaram e para garantir a manutenção da ordem.
O mesmo vale para os demais segmentos do funcionalismo público. Ganham aumento, e já voltam à rotina e ao corporativismo de sempre. A atuação do sindicato da educação é exemplar a esse respeito. Faz greves, como de direito, e prejudica o ano letivo. Ganha algum e volta às aulas. Mas é incapaz de apoiar efetivamente a luta dos alunos pela diminuição do preço da passagem de ônibus, preferindo agir de acordo com os ditames do governo. 
Dentre outras coisas, é isso que faz com que os movimentos do interior tenham uma luta potencialmente mais emancipatória que a destes grupos. Todavia, é mister ressaltar que, em luta, tais grupos desnudam e afrontam o despotismo estatal. Em suas manifestações, da dos militares à dos estudantes, é possível ver, ao lado das reivindicações pontuais e específicas, críticas mais gerais. Estas dizem respeito à corrupção, ao autoritarismo, à privatização e à devastação da floresta, para citar apenas algumas.
A visão que manifestam sobre essas coisas não cessará com a paralisação dos protestos. E, se a estes se seguir um silêncio, isso não se traduzirá em apoio ao governo. No caso dos militares, por mais que o governo assuma uma postura humilde e generosa, a oposição continuará por força da liderança do deputado estadual que representa a categoria, ainda que em outra escala e sob outras formas. Permanecendo as coisas como estão, não há motivos para duvidar que os militares sigam sua liderança no apoio às forças oposicionistas.       
A difícil relação com a Assembleia e com o Judiciário pode significar mais problemas ainda. Grosso modo, na Assembleia, o governo conta hoje com uma bancada que não inspira confiança, bancada ruim de tribuna. O presidente do Tribunal de Justiça (desembargador Adair Longuini) disse recentemente que o Executivo não contaria com o Judiciário “ajoelhado nas escadarias do Palácio do Governo”. Nada de mais, é verdade. Mas também nada de menos.
Mais que qualquer um de seus companheiros e antecessores, Tião Viana está enredado em dificuldades. Tanto em relação às estruturas estatais quanto em relação à “sociedade civil”. No intuito de reverter o resultado desfavorável das últimas eleições e garantir uma vitória na capital ano que vem, ele faz um governo do tipo pragmático: o resultado é o que importa. E a coerção é a ferramenta mais à mão nesse momento. Tragicamente para ele, o uso de tal recurso tem por efeito deixar a dominação ainda mais explícita e intolerável, o que pode inflamar ainda mais o subversivismo.
Outro fator pesa negativamente na balança: a incógnita em torno do nome de quem concorrerá à prefeitura na capital ano que vem. Tendo crescido à sombra de três figuras, a FPA não viu surgir nenhuma liderança expressiva em seu seio nos últimos anos. Ademais, o debilitamento delas (das três figuras) nas últimas eleições mostra que já vai longe o tempo em que conseguiam eleger candidatos inexpressivos até para o Senado.  
Por tudo isso, sustentamos que o resultado das últimas eleições expressou uma insatisfação difusa na sociedade - presente inclusive entre certos setores dominantes descontentes com a política ambiental do governo - e que hoje alimenta o subversivismo aqui apontado. Alguns o atribuem à oposição, desconsiderando que a antiga direita não tem espírito para tanto. Em verdade, é o cansaço que cede lugar à indignação combativa.  
Destarte, tal subversivismo representa o declínio da legitimidade política da FPA, ainda que um declínio relativo, isto é, reversível. E talvez represente o crepúsculo de um domínio que já conta mais de uma década. Como dito em texto anterior (Eleições 2010: um olhar a partir “dos de baixo”), o perigo é a antiga direita - que tanto ou mais que o subversivismo tem crescido com o apequenamento da legitimidade da FPA - chegar ao poder estatal como salvação para os problemas que, sabemos, não serão resolvidos “por cima”.
A falar a verdade, não cremos que Jorge Viana ache mesmo que o resultado das últimas eleições seja apenas um “recadinho das urnas”. Acreditamos que, como sempre, apenas quis aparecer de moço bom e humilde. Se ele realmente crê nisso, tanto melhor para as forças que lutam por mudanças. A poesia diz o mais.

Aurora

Ferido pelos homens,
O tempo - antes tão sábio e paciente,
Tão impávido a seguir seu rumo e ritmo -
Anda instável e demente.
Ultimamente, escurece em hora qualquer.
O calendário caducou,
Seguido pelos relógios de pulso,
De parede e biológico.

Parece aproximar-se o crepúsculo.
Em tempos assim, aos que, ansiosos,
Aguardamos a aurora, não convém
Apenas encantar-se com o
Balé das chamas.
Ou simplesmente ter o fogo ao pé de si,
De modo a aquecer-se em seu calor fraternal.
Importa deitar lenha à fogueira.
Vigiemos. E venha o que vier.

* Israel Souza é Cientista Político e Mestre em Desenvolvimento Regional

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CONTRATAÇÃO CORPO DOCENTE 2011


Instituição de Ensino Superior localizada no norte do Rio Grande do Sul contrata Doutores em Direito, Ciência Política e Sociologia para articulação de Programa de Pós-Graduação stricto sensu (mestrado).

Disciplinas:

Direito Tributário I e II
Direito Administrativo
Direito Processual Tributário
Direito da Concorrência
Direito Penal II e III
Criminologia
Núcleo de Prática Jurídica
Direito Constitucional I, II e III
Direito Processual Constitucional
Introdução ao Estudo do Direito
Direito Civil I, II e III

Ciência Política
Teoria do Estado
Filosofia do Direito
Sociologia Geral
Sociologia Jurídica
História do Direito

- Remuneração acima de R$ 6.000,00
- Bolsa de 80% nos cursos de graduação para cônjuge e dependentes
- Plano de Saúde
- Seguro de Vida

Interessados enviar currículo até 10/06/2011 para o e-mail: selecao@integras.com.br
Ou contato através do telefone: 54 3046-0075
Sítio: www.integras.com.br

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Revista Eletrônica EM DEBATE

Chamada para autores
Dossiê Comunas, Conselhos, Autogestão e Autonomia: memória histórica e análise sociológica.

O Comitê Editorial da Revista Eletrônica EM DEBATE, do Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-BRASIL), torna público que no período de 30 de maio a 1º de julho de 2011 receberá artigos científicos para publicação em seu número 6, referente ao segundo semestre de 2011.

Este dossiê tem por objetivo reunir artigos de autores que pesquisem as formas de organização que os trabalhadores instituem a partir de seus movimentos antisistêmicos sob os mais variados aspectos, em diferentes sociedades e contextos. Serão admitidos trabalhos de diferentes orientações teórico-metodológicas.

Em especial pretende-se acolher estudos que, sob parâmetros sociais, ideológicos, institucionais e econômicos, analisem experiências de auto-organização em confronto com regimes políticos estabelecidos - tanto no capitalismo moderno e contemporâneo, quanto em sociedades pré-capitalistas - em seus impactos para a processualidade de movimentos de contestação em prospectiva.

Além do dossiê, a revista aceita, em fluxo contínuo, trabalhos relacionados às suas 10 áreas temáticas nas modalidades "artigos", "resenhas", "traduções" e "entrevistas".

Serão aceitos apenas trabalhos inéditos, em língua portuguesa ou espanhola.

Mais detalhes acerca do processo de submissão e linha editorial podem ser obtidos na página da revista: http://periodicos.incubadora.ufsc.br/index.php/emdebate/index,
ou pelo correio eletrônico: pmizraji@gmail.com

Os Editores

sexta-feira, 29 de abril de 2011

REVISTA POLÍTICA & SOCIEDADE

Já está disponível o número 18 da Revista Política & Sociedade, referente a abril/2011.

Este número apresenta o seguinte dossiê temático: Movimentos Sociais e Participação Institucional

Para baixar os textos, acesse o link http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/politica e clique na imagem correspondente ao número da revista.

A revista Política & Sociedade é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

REVISTA IDeAS – INTERFACES EM DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE

A Revista IDeAS – Interfaces em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (www.ufrrj.br/cpda/ideas) organizada pelos alunos do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA-UFRRJ), está recebendo artigos para serem avaliados para as próximas edições. Lembrando que a revista recebe textos no sistema de fluxo contínuo. Isto significa que não há data limite para envio de propostas de publicação.

Para mais informações sobre os procedimentos e normas para publicação acesse o site da revista www.ufrrj.br/cpda/ideas/normasdepublicacao.php

quarta-feira, 30 de março de 2011

PRÊMIO POLÍTICAS PÚBLICAS E EQUIDADE

O Centro de Pesquisa em Administração Pública e Governo - CEAPG da FGV-SP está promovendo a terceira edição do prêmio Políticas Públicas e Equidade: avanços práticos. Um concurso de monografias para mestrandas (os) e doutorandas (os) ou recém mestres e doutores, com o objetivo de premiar ensaios que identifiquem, avaliem e discutam experiências de ação pública que contribuam efetivamente para a redução das desigualdades econômicas, sociais, políticas, de gênero e de raça/etnia.

Mais informações constam no link http://www.fgv.br/ceapg

quinta-feira, 24 de março de 2011

REVISTA AURORA


A Revista AURORA informa que entre os dias 22 de Março e 22 de Maio de 2011 estará aberta a submissão de trabalhos para seu oitavo número. Seguindo a ordem das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista, a temática da Seção Dossiê será "Pensamento Social e Políticas Públicas". Também receberemos trabalhos para as seções Miscelânea e Especial. Os trabalhos submetidos devem estar de acordo com as Normas de Publicação.




Normas de Publicação: http://migre.me/46VDo

Os trabalhos devem ser enviados para o e-mail: aurora.revista@gmail.com

Confira a edição número VII em: http://migre.me/46VFt

Conselho Executivo Revista Aurora.

quarta-feira, 2 de março de 2011

MNEME - REVISTA DE HUMANIDADES


A Mneme - Revista Eletrônica de Humanidades (ISSN - 1518-3394) é publicação semestral da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de História (CERES), e está com chamada de artigos para o "Dossiê: Religião e Religiosidades". Os articulistas poderão enviar seus textos até 30 de abril de 2011. Artigos fora desta temática também serão analisados, não podendo fugir da linha editorial do periódico.

Para submeter artigos:

Cadastrar-se como autor: http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/user/register

Normas da Mneme: http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/about

Site da Mneme: http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/index

Dúvidas: lourivalandradejr@yahoo.com.br (Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior - Editor de Secão)